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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

              As feias que me perdoem...           

           
             
             Começando com o pé direito, nosso primeiro perfil é da estudante de Design Roberta Vinhaes de 19 anos. A Beta, como é conhecida por todos, é a clássica carioca geração saúde. Seu ambiente natural é a praia, e não importa qual. Como mora no Leblon, é consequentemente a que mais frequenta, mas não perde uma manhã na Joatinga, Reserva, Barra, ou um fim de tarde no Arpoador. De corpinho invejável e belos cabelos loiros, sua beleza é singela e leve, assim como seu estado de espírito. Sempre de bem com a vida, sempre tranquila, parecendo que saiu da praia. Com o astral no alto, ela não para um segundo do dia, que parece durar mais de 24 horas. Amante do verão descreve um dia ideal na cidade: “Passar o dia inteiro na praia, depois do pôr do sol partir pro Baixo Gávea, de lá uma passada rápida em casa e direto pra uma night, de preferência em algum lugar aberto e com vista bonita pra ver o sol nascer e começar tudo de novo. Se der pra encaixar jogo do flamengo no meio disso tudo melhor ainda! A única coisa ruim do verão é que ele não dura o ano inteiro”.





                 Sua alimentação é regradíssima e ela própria faz suas refeições, mas sem pressão, pasmem, é por prazer: “De um ano pra cá fui virando natureba. Não é uma coisa ideológica, é mais pelo prazer de me cuidar mesmo. Adoro um peixe na crosta de sementes, qualquer coisa de quinoa e legumes (realmente gosto!). Mas macarrão é meu amor eterno, já mudei todos meus hábitos alimentares, mas esse não tem como.” Beta já praticou muitos esportes como vôlei, futevôlei, ténis, ballet, jazz, natação. Hoje em dia, além de academia, ela joga altinha, futebol e corre, mas quando o assunto é atividade física ela topa tudo. Nos últimos meses, tem participado de diversas corridas e, olha, os resultados são dignos de uma atleta. Correu o X-Terra ( 9 km) e o Night Run (10 km) e agora está mirando na meia maratona. Exercícios físicos pra ela são fundamentais e até no mochilão de quatro meses que fez com as amigas dava eventuais corridinhas pra não perder o ritmo.
Os pratos sempre saudáveis

Pós corrida em Paris
Altinha na praia da Joatinga

Stand Up Paddle em Búzios







               Por falar em mochilão, viagem é o que não falta na vida dessa carioquinha, que já rodou o mundo : “ O mochilão pela Europa com duas amigas minhas foi a melhor viagem que já fiz. Cada lugar tinha uma coisa diferente e algo novo para aprender, seja sobre a cultura, sobre o país ou sobre mim mesma, mas não teria sido tão bom se não fosse pelas companhias. Aprendi que a coisa mais importante de uma viagem são as pessoas e o momento que você está.” Talvez por isso ela aprecie o Rio com olhos experientes de quem já viu muito e sabe que não há nada como essa cidade:
Quando viajo sinto falta de tudo daqui! Já morei em Londres 2 anos, fiquei 4 meses na Europa e 2 meses em Nova York e sei bem que quando se está longe qualquer detalhe faz falta. No Rio é muito difícil ficar sem nada pra fazer então sentia muita falta de ter tanta opção de atividades ao ar livre. Além disso e do óbvio (as praias, as vistas), sentia muita saudade dos detalhes do meu dia-a-dia, de andar pela Ataulfo e resolver tudo que preciso, de tomar um suco no BB, comer um sanduíche no BIBI, poder ir descalça na praia só pra dar um mergulho... Até moraria em outros lugares por curtos período de tempos, viajar é muito bom, sempre uma boa experiência, mas permanentemente, não!
(Florença)

(Roma)

(Snowmass)



(Berlim)

                 Muito ligada em moda, Roberta já estagiou dois meses na marca da célebre estilista belga Diane Von Furstenberg. Adepta ao look pós-praia, bem despojado, se veste divinamente, e além disso também desenha e cria suas próprias peças. No ano de formatura do colégio fez não só o seu vestido como o de várias amigas. “Sinto que no Rio as mulheres podem ser mais "mulecas", você não vê o dia inteiro mulheres todas arrumadas e maquiadas. Aqui mulher também joga futebol na praia, anda esculachada por aí, vai pra festa de rasteira, é tudo mais fácil, tem menos julgamento. Isso tudo faz parte da bossa carioca, que acaba sendo uma questão de liberdade, porque garanto que, qualquer mulher adoraria pelo menos de vez em quando poder sair sem maquiagem, com cabelo ressecado de praia e havaianas. E no Rio, essa beleza natural é mais valorizada, canso de ouvir homem carioca falando que prefere mulher sem maquiagem”.









              Já perceberam que é difícil encontrar uma coisa que ela não faça né? Então seguem umas dicas dessa pessoinha muito especial:

Loja: "Muito raramente entro em lojas, mas pelo que acompanho olhando vitrine e online gosto da Auslander e da Filhas de Gaia. Mas o que eu curto mesmo é alguma lojinha, feirinha ou brechó. E loja sem ser de roupa adoro a Livraria da Travessa, dá pra se perder por horas ali dentro."

Restaurante: "Bibi e Balada não podem ficar de fora. Acho que nas férias como mais lá do que na minha casa. Amava o Market em Ipanema mas fechou. Também adoro, mas esses são pra ir mais com mamãe e papai, o Juice & Co e o Celeiro. E se for pra perder a linha, Braseiro, Filé de Ouro e o pastelzinho da Oasis."


Dica: "Ver o sol nascer na Mesa do Imperador e o pôr-do-sol na Urca, ou quaisquer outros lugares, mas a entrada e saída do sol no Rio são sempre um espetáculo que vale a pena assistir."





             Sobre os defeitos do Rio citou um que deveria ser o mais fácil de ser solucionado, porém tem se mostrado o contrário: “A sujeira. Uma cidade tão linda não pode ser estragada pela imundice do homem. É muito triste ter que furar uma onda desviando de uma garrafa, ver lixo na rua do lado da lata de lixo, ver gente jogando coisa no chão sem a menor cerimônia. Admiro muito projetos que os próprios cidadãos fazem por isso, intervenções artísticas, projetos de design, movimentos como o "Rio eu amo eu cuido". Espero que na próxima geração o carioca seja ainda mais carioca e apaixonado pelo Rio, fazendo de tudo para cuidar dele, acho que isso faz toda diferença. Temos que não só cobrar do governo, mas de nós mesmos também.”




E pra terminar perguntei por que o Rio é tão incrível:
 "A beleza natural e os sorrisos que enfeitam a cidade. A diversidade de programas e visuais. Acordar um dia e ir pra uma praia mais urbana perto de casa, no outro se esconder em Grumari, no outro ir numa cachoeira, passear pela Lagoa, correr e pedalar pela Floresta da Tijuca, conhecer as lojinhas de Santa Tereza, ir aos museus e feiras de antiguidade no Centro, curtir uma comida e atmosfera pra cima no BG, ir no Maracanã ver a torcida linda do Flamengo, pegar um fim de tarde na Urca, pós night na Rio Lisboa, night no Santa Luzia, pôr do sol no Arpoador… E fazer isso tudo com os cariocas! E, se não for um dia bom, vai chorar na praia que tudo passa!"



Depois de um papo com essa menina se vê que a lindeza toda está dentro também, não é só por fora.
 De lavar a alma. De levantar o astral.

2 comentários:

  1. Muito bonita sua amiga e interessante a história dela. Acho que as pessoas deveriam ser mais alto astral, assim como ela é.

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  2. Que vida invejável!!
    Queria poder ter essa força de vontade pra me alimentar assim.
    Adorei como foi escrito o perfil dela, faz parecer que a Roberta é minha amiga.

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